George Sand, Alfred de Musset e Joana Baillie

Estudaremos nas seguintes páginas os casos de George Sand e Joana Baillie (passando ainda por Alfred de Musset) como casos paradigmáticos, ainda que bastante diferentes da época romântica, em França e na Inglaterra.

George Sand teve uma vida digna de ser escrita, uma vida de heroína romântica, com os seus casos, viagens, amores, escândalos, paixões e actuações públicas que a tornaram uma das mais reputadas autoras francesas do século XIX. O seu romance com Alfred de Musset ficou conhecido como o dos “Amantes de Veneza” e foi fabulado e re-escrito inúmeras vezes, por ambos e por outros autores posteriores, dando asas à imaginação romântica, a disputas e escolhas de lados entre ela e ele, mas apesar disso, mostrando na prática das suas vidas o que a era romântica imaginava, fantasiava nas suas histórias e fabulações. Em certas ocasiões e ações revolucionária, George Sand tornou-se um mito, e fez da sua vida uma história, vivendo num século conturbado e acompanhando todos os acontecimentos da época com grande atenção e fervor.

Musset, outro dramaturgo da época, também um escritor aclamado, foi amante de Sand, e viveu com ela muitos momentos, durante os dois anos que durou a sua relação. Através de Musset conhecemos Sand melhor, encontramos outras vivências e características da época.

Já Joana Baillie, viveu uma vida muito diferente, mais comedida, na grã-bretanha, escrevendo dramas morais, investigando e questionando a natureza humana e aventurando-se na história e na sua re-rescrita e re-interpretação. Mais conservadora do que Sand, encontrou ao longo da sua vida muitos “problemas de género” que moldaram a sua obra e a sua prática artística, direta ou indiretamente. Procurava acima de tudo que o teatro fosse um modelo, um projecto pedagógico e moral, que liderasse pelo exemplo.

Se no texto não abordamos as questões da época romântica per se, é porque encontramos desde logo os temas e questões que acompanharam esta época nas vidas e obras das protagonistas do nosso estudo.

Sand foi ela mesma uma heroína romântica, que questionava as normas sociais, vivia pela sua vontade e rebelava-se contra os códigos previamente em voga. Baillie foi, através da sua escrita, uma pessoa que questionou os géneros dramáticos, e os géneros socialmente construídos, re-estabelecendo a forma como olhamos para a história, os/as suas protagonistas, e quais atos, ou ações, podem fazer parte dessa história, e por fim, contados.

George Sand:
Um(a) heroí(na) romântica

Que as mulheres difiram dos homens, que coração e intelecto estejam sujeitos às leis do sexo, não duvido. Mas deve esta diferença, tão essencial à harmonia geral da vida, constituir uma inferioridade moral? E segue-se necessáriamente que as almas e mentes das mulheres são inferiores às dos homens, cuja vaidade não lhes permite tolerar outra ordem natural? 1

George Sand, nascida Amantine Lucile Aurore Dupin, em 1804 paris, foi uma escritora e jornalista, uma das escritoras mais populares na Europa durante a sua vida, inclusivamente, mais do que Victor Hugo ou Balzac, sendo reconhecida como uma das escritoras mais notáveis da era Romântica Europeia. George Sand era conhecida como “Aurore”, pela sua família e amigos. Pelo lado do pai, era prima em 7º grau dos reis Luís XVI, (Luís XVIII e Charles X) de França. 2 Pelo lado da mãe, descendia de uma família comum, e talvez, de Romani.

Sand é conhecida por ter usado vestes masculinas em público, à semelhança de outras mulheres notáveis no século XIX. Em 1800 a polícia emitiu uma ordem de proibição do uso de roupas masculinas pelas mulheres, notando que muitas mulheres se ‘travestiam’, sem uma desculpa ‘aceitável’, o que era considerado um perigo público. Assim, todas as mulheres que pretendessem usar roupas masculinas teriam de se candidatar a uma permissão da câmara para terem autorização ‘oficial’, com uma declaração de necessidade médica. Uma mulher que não tivesse a documentação própria para o efeito arriscava ser presa. 3 No entanto, muitas mulheres o fizeram sem obter essa documentação. Sand foi uma dessas mulheres. Outra coisa que ela fazia era fumar tabaco em público, algo considerado escandaloso, à época.

Victor Hugo comentou sobre ela: “George Sand não pode determinar se é homem ou mulher. Eu tenho todos os meus colegas em alta consideração, mas não me cabe a mim decidir se ela é minha irmã ou meu irmão” 4

Apenas dois anos depois de começar a escrever tornou-se uma das escritoras mais conhecidas na Europa, e mais tarde, das dramaturgas mais respeitadas, liderando o movimento Romântico.

Passou anos a lutar pela liberdade e igualdade. Isso não a impediu no entanto de ser próxima de Napoleão III 5 e durante a ditadura negociar perdões com o regime e reduzir penas para os seus amigos. Tornou-se politicamente ativa em 42, lutando pelos direitos das mulheres. Acreditava ser essencial educar para a democracia, e esteve num dos mais altos postos do governo provisional republicano durante a revolução de 48, atuando como ministra da Propaganda. Sand era muito amirada pelas classes populares trabalhadoras e desprezada pelas classes médias burguesas.

A Comuna de Paris em 1871 foi recebida com consternação pela escritora, bem como por muitos outros autores conhecidos na época, como Zola, Flaubert ou Victor Hugo (que no entanto, prestou auxílio aos líderes da comuna quando estes foram derrotados, albergando-os em sua casa, na Bélgica).

“A horrível aventura continua” escreve a autora, “eles roubam, eles ameaçam, eles prendem, eles julgam. Eles tomaram todas as câmaras municipais, estabelecimentos públicos, eles estão a pilhar as munições e as reservas alimentares” 6, chamando-os de imbecis e ignóbeis. Ficou conhecida o seu apelo à assembleia de Versalhes para que agissem contra os rebeldes da comuna… Verdade é que, com ou sem o seu apelo, 30.000 ‘communards’ morreram pouco depois às mãos do exército de Versalhes… Este governo de Versalhes, a 3ª República Francesa, tinha iniciado apenas um ano antes, com a queda do “Império” por causa da guerra Franco-Prussiana. Assim, a Comuna surgiu neste momento de divisão, em que os trabalhadores parisienses se rebelavam contra a invasão Alemã.

Estes tempos devem ter sido vividos por toda a gente como uma espécie de pesadelo, especialmente para aqueles que não se queriam envolver nas batalhas sangrentas e repudiavam as decapitações, os assassinatos e a guerra. George Sand via a comuna como reacionária, e defendia a causa republicana, a qual pensava estar sob ameaça

Durante a ocupação liderada por Bismark:

A temperaturas no inverno desceram abaixo dos 15 graus negativos e o Sena congelou por três semanas… A cidade estava quase completamente escura à noite. A única comunicação com o exterior era por balão [de ar quente], pombo correio ou cartas envoltas em bolas de ferro flutuando pelo Sena abaixo. Romores e teorias da conspiração abundavam. Na falta de alimentos, os habitantes esfomeados comeram a maior parte dos animais do zoo, e depois, os ratos.7

Entre os seus contemporâneos, Baudelaire insultou-a não hesitando em chamá-la de ‘puta’, ‘latrina’, ‘estúpida’ e pesada. Já Dostoevsky, Proust e Virgina Woolf parecem tê-la admirado. Elizabeth Barrett Browning dedicou-lhe um poema: “ Sua mulher de grande-mente e homem de grande-coração, Auto-proclamada George Sand! Cuja alma, entre os leões / Dos teus sentidos tumultuosos, geme desafio / E responde rugido por rugido, como podem os espíritos…”

A vida de George Sand é assim envolta num século turbulento (em França, houve três repúblicas, dois impérios, e inúmeras revoltas, revoluções e restaurações ao longo do século XIX ), tendo privado com grandes personalidades e amado outras (como Chopin ou Musset) e tendo rivalizado também com outras tantas.

Os seus romances incluíam heroínas independentes que defendiam a justiça social e reclamavam novas liberdades para as mulheres.

Sand e Musset:
Drama Romântico

Conheceram-se em 1833, tendo Musset 23 anos, (Sand tinha 29) e era já um poeta aclamado da escola Romântica.

A relação entre Sand e Musset parece ter sido uma relação masoquista, que levou Sand a pensar em suicidar-se.8 Musset escreveu acerca dela nas “Confissões de uma criança do século” e Sand escreveu acerca dele em “Elle et lui”.

Depois de se terem conhecido numa festa, trocaram declarações de amor por escrito, depois de um passeio. Daí, tiraram umas férias de uma semana numa floresta perto de Paris e no Inverno, viajaram até à Itália. Em Veneza, Musset sofreu de uma “doença terrível – a febre tifóide – que quase o matou”9. Também doente, Sand cuidou dele, durante 17 dias e depois de um mês, viu-o partir. Ela admirava o seu grande génio e o apelo do seu carácter, que causavam sofrimentos morais pela natureza poética do conflito entre a imaginação e os sentimentos dele, escreve Sand na sua Autobiografia.

Sand escreve a Musset cartas de despedida, em Maio de 34, desde Veneza:

Meu menino querido, estas três cartas não são a despedida da amante que te deixa,

é o abraço de uma irmã que ficou. Este sentimento é lindo demais, puro demais e doce demais para que eu possa sentir vontade de acabar com ele.

Enquanto Musset sofria da doença terrível, Sand envolveu-se com o médico que os tratava.

O amor entre Sand e Musset era um amor maternal. Musset fazia referências à criança que era, ao ‘homem’ que se tornava, e Sand à afeição e pena que sentia por ele. Musset até referia que o seu amor por ela era ‘incestuoso’.

Que a lembrança de mim não envenene nenhuma felicidade da tua vida, mas também não deixes que estas felicidades destruam a recordação de mim. Sê feliz, sê amado. Como não o serias? Mas guarde-me dentro de um pedacinho do teu coração e desce dentro dele nos dias de tristeza para aí encontrar uma consolação ou a coragem.

Sand e Musset correspondiam-se ardentemente. Desde o início até ao fim da sua relação trocaram cartas, notas, bilhetes infindáveis. Cartas de amor e desamor, de afeição e rejeição, sobre a sua relação e sobre as relações que tiveram com outras pessoas.

Quando Musset escreve as “confissões”, Sand temia que este livro abalasse a sua reputação, mas ao ler o livro finalmente, gostou bastante dele. Musset havia ficcionado a sua própria personalidade como imatura e inferior e a de Sand como mais correta do que a dele, e mais justa. Depois da morte de Musset, Sand escreve finalmente a sua própria versão deste ‘amor de Veneza’ como ficou conhecida a sua relação como “Elle et lui”. Depois da publicação, o irmão de Musset, enfurecido escreve outro ‘Lui et elle’ atacando Sand, por se ter apaixonado pelo médico. Ainda mais tarde surgiram outras obras que satirizavam esta paixão entre os dois.

Sand foi uma mulher à frente do seu tempo. Viveu uma vida muito livre, amou muita gente, não se deixava prender pelos homens ou pelo que a sociedade lhe quereria impor.

Entrega-te por inteiro a todos os amores da tua vida, para que um dia, quando olhares para trás, possas falar, como eu falo: eu sofri muitas vezes, muitas vezes me enganei, mas eu amei.

Joanna Baillie:

Problemas de Género

Seeing a quantity of white paper lying on the floor which from a circumstance needless to mention had been left there . . . it came into my head that one might write something upon it . . . that the something might be a play.10

Joanna Baillie nasceu em 1762 na Escócia. Foi considerada por muitos dos seus contemporâneos como uma das maiores dramaturgas Românticas. Lord Byron disse que se ela não tinha ‘testículos’, emprestava-os.

Na época de Joanna Baillie, eram provavelmente as mulheres (de classe média e alta, com bastante tempo livre) quem lia mais. Visto que as mulheres preferiam ler livros escritos por muheres, os livros que mais vendiam no início do século XIX eram livros escritos por mulheres. Além disso, o teatro estava também repleto de actrizes, escritoras e directoras de palco que tomavam novas funções das quais historicamente tinham sido afastadas.

Baillie escreve que a principal motivação humana é a “curiosidade simpatética”, respondendo a filósofos racionalistas como Locke ou Hobbes, que afirmavam ser o interesse-próprio. 11 Anne K. Mellor afirma que as mulheres desta época formavam um conjunto que a autora designa como uma “contra-esfera pública” de subjectividade feminina, dominada por elas, de uma forma que re-encena as construções de género da sociedade do seu tempo.

De acordo com Anne Mellor, Baillie afirma que o sujeito, ou o ‘eu’, só pode ser contruído em relação a outros ‘eu(s)’, e que “o conhecimento é produzido, não desde uma observação ‘objectiva’ mas sim desde a identificação empática, uma identificação que é articulada através das histórias que contamos de quem, e do que, conhecemos”.

A história tornou-se no final do século XVIII um ponto importante para todas as formas de conhecimento, e Baillie na sua obra, laborou para rever e re-escrever a história.

Nesta época houve um aumento exponencial de mulheres a escreverem acerca da história, em memórias, biografias, ficção e poesia. 12

Most of those women now entering the historical field shared a substantial level of dissatisfaction with the persisting masculine biases of standard history. Catherine Moreland’s notorious pronouncement in Jane Austen’s Northanger Abbey about the “tiresome” nature of “solemn history,” with “the men all so good for nothing, and hardly any women at all” 13

Assim, Baillie concebia nos seus dramas, as histórias de grandes personagens, estudando-as nas suas ‘vestes de dormir’, nos seus quartos, na sua intimidade, “dramas históricos afetivos”.

A dramaturga concebe no seu “discurso introdutório” às peças das ‘paixões’ que a escrita dramática é uma espécie de escrita moral. Escreve neste discurso acerca da natureza humana. Escreve que o humano tornou-se o maior objecto de curiosidade humana, de entre as simpatias que as criaturas sentem pelas outras. Todas as pessoas estão ocupadas com “traçar entre os indivíduos com quem conversa, as variedades de compreensão e temperamento que constituem os caracteres humanos”.14

Ao escrever as suas paixões em par (uma comédia e uma tragédia sobre cada paixão), Anne K. Mellor argumenta, Baillie “tenta revelar o crescimento das paixões individuais, desde o amor e ódio, ao remorso e inveja sexual” , “movendo a esfera do privado, sentimentos psicológicos do ‘armário’ doméstico para o palco público”, a dramaturga afirma que o “domínio feminino”, marginalizado culturalmente, ou seja, “o domínio dos sentimentos, simpatia e curiosidade”, é afinal “a base da cultura humana”, e da política. Assim, o “bom maneio doméstico torna-se o modelo para a boa política!” e o “controlo racional da paixão, que produz relações familiares harmoniosas e amorosas” o modelo “para as relações nacionais e internacionais pacíficas”. 15

A autora gostaria que as suas peças tivessem sido representadas. No entanto, salvo algumas exceções, poucas representações teatrais foram montadas com as suas peças. A própria teorizou sobre os “dramas de armário”, no sentido de criar histórias de intimidades e com momentos da vida privada raramente representados nos palcos. No entanto, esta ideia de drama de armário, acabou por se aplicar de forma mais literal, visto que na melhor das hipóteses, as suas peças acabaram por ser lidas, e não vistas em palco, como a autora desejava.

A representação teatral de peças escritas por mulheres envolvia complexas negociações ideológicas. Se a escritora por um lado desejava ver as suas peças representadas, por outro via a escrita e publicação das peças como um possível caminho para que isso viesse a acontecer.16 A ideia dos “closet dramas” ou, da separação entre a dramaturgia escrita e a dramaturgia de palco, surge assim como uma complicada negociação social e política envolvendo questões de género e políticas para as dramaturgas da época. Se hoje muitas obras dramáticas escritas por mulheres são vistas como dramas para serem lidos (e não representados em palco), talvez não seja tanto pela sua inclinação para a intimidade e ‘privacidade’ (implícitas ou explícitas nas peças) como pela dificuldade de acesso que uma mulher encontrava na arena teatral, como uma dessas portas fechadas, por dentro e por fora que Virgia Woof referia (por causa da sua dificuldade de acesso às bibliotecas, problema que Baillie também encontra ao longo da sua vida) um problema que recaía sobre as mulheres, desde a sua formação escolar à sua formação literária, e nas dificuldades que se prendiam com as representações de género da sociedade da época, que negavam às mulheres uma série de privilégios sociais de que os homens gozavam. Além disso, o próprio teatro da época era cada vez mais ‘espetacular’, sendo que muitos poetas (incluíndo Byron, marido de Lady Byron, amiga de Baillie) tiveram dificuldades em entrar ou participar desse meio teatral, pela própria forma como escreviam.

By studying Baillie’s ambivalence closely, we might, harking back to Freud, say that bi-dramaturgy is a part of all dramaturgy after the eighteenth century17

1In Samuel Edwards, “George Sand : a biography of the first modern, liberated woman”, 1972, consultado em: https://archive.org/details/georgesandbiogra0000gers/page/n7/mode/2up

2 Luís XVI foi o último monarca antes da revolução Francesa, executado na guilhotina em 1793. Foi o único rei francês a alguma vez ser executado, e o último de mais de um milénio de monarquia francesa.

3Rachel Mesch, “Clothes Make the (Wo)man? Pants Permits in Nineteenth-Century Paris”, consultado em: https://www.wondersandmarvels.com/2015/09/clothes-make-the-woman-pants-permits-in-nineteenth-century-paris.html

4Edwards (p.4)

5 Napoleão III embora o primeiro presidente francês eleito por voto direto, organizou um golpe em 1851, depois das revoluções de 48, assumindo então o trono como Imperador

6Em Géraldi Leroy, “Une «chimérique insurrection » : la Commune de Paris dans les Agendas et la Correspondance de Georges Sand”, p. 263-273 , consultado em: https://books.openedition.org/pur/7815

7Wikipédia, “Paris Commune”: https://en.wikipedia.org/wiki/Paris_Commune#Contemporary_artists_and_writers

8Ibid.

9Story of My Life: The Autobiography of George Sand, ed. Thelma Jurgrau, 1991

10Joana Baillie, in: Judith Bailey Slagle, “Evolution of a writer. Joanna Baillie’s life in letters”, in «Joanna Baillie, Romantic Dramatist: Critical Essays», ed. Thomas C. Crochunis, 2004, p.13

11Anne K. Mellor, “Joanna Baillie and the Counter-Public Sphere”, 1994

12Greg Kucich, “Joanna Baillie and the re-staging of history and gender”, in «Joanna Baillie, Romantic Dramatist: Critical Essays», ed. Thomas C. Crochunis, 2004

13Ibid. , p.111

14Joana Baillie, “The Dramatic and Poetical Works of Joanna Baillie”, 1851, https://archive.org/details/dramaticandpoet00bailgoog/page/n28/mode/2up

15Mellor, p.563

16Thomas C. Crochunis, “Joanna Baillie’s ambivalent dramaturgy”, in «Joanna Baillie, Romantic Dramatist: Critical Essays», ed. Thomas C. Crochunis, 2004

17Ibid. , p.172