Partindo da deambulação e da deriva como metodologia, perdemo-
nos, vamo-nos perdendo na cidade, no urbano, na sociedade, no nosso intimo. Estar perdido, ou desorientado, é fazer, não fazendo, quase como uma prática budista, em que se cai na atenção do presente, se vive no agora e se vê, recebe, absorve e encontra o mundo como ele é, fora de visões utilitárias ou ideologicamente informadas. Claro que, há sempre um fator interior/psicológico/psicomotor em jogo.
Os caminhos podem ser conhecidos/ reconhecidos/ habituados/ treinados. Os sinais e sinaléticas da cidade e do urbano são imperativos, sugestivos. Uma análise concreta da cidade e observações de zonas turísticas e habitacionais; natureza salvagem (ainda existe?) e parques artificiais; áreas históricas e desenvolvimentos recentes, procurando demarcar camadas psicológicas e motoras da geografia da cidade.
Olhando para mapas e marcações, formas de organização da cidade, desde a topografia à sinalética, olhando para locais de passagem, cores, sentimentos, formas de navegação e estar perdida/o e encontrar-se em algum lugar – que tipo de discursos sociopolíticos constroem a cidade, de que forma um cidadão navega o urbano de um ponto de vista estético e afetivo, que tipo de marcações são mais importantes e quais são as diferentes camadas discursivas/ideológicas que compõem a cidade.
Carolina Costa
Maria Rodrigues
Tiago Costa
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